Numa concepção ampla, o que se chama habitat, nada mais significa que o ambiente a que estamos acostumados, onde temos o nosso clima e as suas variações, com as quais o nosso organismo já se habituou, os costumes, as regras, a comida, o que aprendemos a fazer uso e a gostar, e por aí a fora. Esse é o ambiente, o habitat.É evidente que, para o homem trocar de habitat, isso pode ser mais ou menos suportável, dependendo de sua saúde, do seu estado psicológico e dos incentivos que o novo habitat lhe possa vir a oferecer. É como sair daqui e ir morar para os Estados Unidos. Suportável porque, o homem é um ser racional e coloca sua força mental para superar os obstáculos com que se deparará.
A coisa, todavia, funciona de forma diferente para outros seres, não racionais, quer sejam eles animais ou vegetais. De pouco adianta, por exemplo, trazer determinado vegetal que floresce bem em zonas tropicais ou em climas menos agressivos e colocá-los num clima agressivo como o das nossas praias, mesmo que se lhe dê todos os cuidados. O conjunto de condições favoráveis, no habitat original, dificilmente poderá ser repetido noutro local. Se esse vegetal fosse uma pessoa, diríamos que ela ficaria triste e sem ânimo para reproduzir. Noutras palavras, aos poucos deixaria de existir.
Como conclusão, um ecossistema específico que sustenta a vida, tem características múltiplas e complexas a serem analisadas e está sempre de acordo com a espécie de vida ali existente. Isso é válido para qualquer ecossistema ou para qualquer espécie. Por isso, caros autarcas, acabem lá com a teimosia de colocarerem palmeiras à beira-mar.

8 comentários:
Concordo totalmente, procurem uma espécie que suporte o tempo ventoso da nossa beira-mar. Durante vinte anos ainda não descobriram, qual a arvore que poderá suportar este clima? Então recorram a técnicos credenciados!
Pinheiros dão se bem à beira mar...
Uma linda Palmeira à beira-mar. Um corpo que respira, abre-se ao sol, floresce na noite. Em silêncio, é pura veemência; quando fala, queixa-se de ser tão frágil e tão só. Fatiga-se; exaspera-se. A sua voz é a da terra – dali parte, ali regressa. É breve a sua duração, muito breve – quase só o tempo de um suspiro. Mas é belo aquele esplendor. Não há nada de mais belo. Da sua existência, deixa às vezes uns sinais. De inquietação; de plenitude. Quero eu dizer: das dissonâncias que se vão cometendo por aqui.
O pior de tudo é que não tratam destas palmeiras.
Ficam à espera que elas cresçam e fiquem esbeltas sem lhes dar o mínimo de cuidado.
É certo que o habitat não é o mais indicado para que estas cresçam, mas será que quando acaba o verão levar estas palmeiras para um armazém ou para o parque de campismo (onde já as vi), deixando-as abandonadas e sem cuidados, ajuda a que estas cresçam?
É que se não cuidarem das plantas poucas espécies se darão junto à Praia.
E eu sou da opinião que as palmeiras não são a melhor solução, mas desta forma poucas poderão ser solução.
As palmeiras condenadas, que foram à beira-mar plantadas. O seu destino foi traçado por pessoas que, apesar de terem olhos não vêem; gastam o nosso tempo, a nossa paciência e o nosso dinheiro.
O que seria de esperar de qualquer pessoa com um mínimo de bom senso era que não colocasse árvores de grande porte e copa larga em passeios estreitos, em ambientes agressivos como o nosso litoral.
Gerir implica decidir, mas decidir implica um processo de juízo que deve ser baseado em factos e na medição dos impactos que as decisões irão ter.
Como podem estes senhores estar satisfeitos com o que mais ninguém vê!
Também é verdade que anda muita gente agitada e preocupada. Eu percebo bem porquê.
Até posso não concordar com as palmeiras à beira mar, sobretudo porque são pequenas e frageis, se estivessem grandes e definitivas certamente teriam outro impacto, mas adiante...
Pena é que os que aqui criticam tudo e mais alguma coisa só o façam a titulo anónimo, e não assumam frontalmente as suas posições. Dizer mal de tudo é fácil e simples, dificil é fazer algo bem feito.
Tenho visto muitos a trabalharem pelo bem estar das tão propagandeadas "beldades e riquezas" da Praia de Mira, e sobretudo homens e mulheres que não são da Praia, e nunca vi por lá caras diferentes das habituais, são sempre os mesmo a fazer alguma coisa, enquanto outros bem falantes e habituais na critica destrutiva e com objectivos sobejamente sabidos, manteem se ao largo de braços cruzados, quais abutres à espera de uma falha para poderem atacar.
"Ser pedra é fácil, dificil é ser janela..."
João
Ser e não ser....
O Carlos Monteiro que aqui escreve não é o mesmo que é membro da AM do Concelho de Mira? Se é, que melhor plateia se pode ter para reclamar,ensinar,apelar e chamar a atenção senão a Assembleia Municipal!
E não é o mesmo que os jornais anunciaram como membro da Comissão Política do PS-partido que gorverna a Câmara? Ou será que não é ouvido? Assim vai a Praia de Mira
Vá lá alguém que tem a mesma opinião que eu acerca dessas palmeiras.
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