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terça-feira, 25 de Novembro de 2008

Os “biocombustíveis” serão a solução para os nossos problemas ambientais?


O biodiesel, ou seja, óleo virgem derivado de algumas espécies de plantas, apresentam vantagens muito interessantes, como a possibilidade real de substituir quase todos os derivados do petróleo, eliminando a sua dependência no mercado internacional.
Será que o biodiesel reduz as emissões poluentes?
Além do aspecto económico, será que tragam alguns benefícios ao meio ambiente? Isto, é controverso. A propaganda tem sido enorme. A veiculação de mensagens positivas a respeito dos biocombustíveis tem sido massiva. Porém, deve-se ressaltar que, nem tudo é o que parece ser, ou pelo menos, nem tudo é solução para todos os problemas.

A União Europeia pretende aumentar os incentivos para a produção de biocombustíveis. Só temos de ter cuidado para que essa produção também seja positiva para o meio ambiente. De nada adianta sacrificar áreas naturais importantes ou ameaçar a protecção do solo e da água com o cultivo de milho ou beterrabas de açúcar.
O cultivo em larga escala pode levar à extinção de muitas espécies de plantas porque esta forma de plantio altera as propriedades do solo. Por exemplo, o etanol é produzido a partir do milho – cultivo que mais causa erosão no solo, além de exigir o uso intenso de herbicidas e fertilizantes à base de nitrogénio. O crescimento da produção de biocombustíveis exerce também uma pressão “dramática” sobre a ameaça global de escassez de água.

“Uma produção mal gerida pode aumentar as emissões de gases com efeito de estufa em vez de as reduzir. “Sabemos quais os efeitos negativos na protecção dos solos, da biodiversidade, da protecção do ar e das florestas do mundo. (in GEOTA)”.

Alguns especialistas temem que o fabrico em grande escala destes combustíveis "verdes", feitos a partir de produtos agrícolas, seja levado adiante em detrimento da produção de alimentos básicos. Um exemplo adiantado por Jean Ziegler é o do milho, um dos alimentos menos eficientes nos biocombustíveis. São precisos 250 quilos de milho para produzir apenas 50 litros de bioetanol. Essa quantidade permitiria alimentar uma criança durante um ano inteiro.

Quando verificamos um enorme interesse, por parte das grandes empresas multinacionais, certamente não é pelo futuro do planeta, mas de fato, estão de olho no dinheiro e no poder que querem manter.
Porque motivo é que quase todas tecnologias evoluíram em poucos anos, e só a tecnologia mecânica automóvel permanece praticamente a mesma. Não será por imposição dos lobbys?Alguém acredita que, se o petróleo acabasse, deixariam de existir automóveis?!Claro que não!O mais certo seria já circularem quase todos com outras energias alternativas, como a solar por exemplo.O problema é que o Sol seria à borla para todos e isso não lhes convém nada!

Portanto, devemos procurar consciencializar-nos a respeito deste assunto, porque este é um tema que nos afecta directamente a todos, além de representar um legado para as futuras gerações.
Preocupa-me este quadro pintado de verde. No entanto, torço para estar errado.

3 comentários:

Anónimo disse...

"Podemos viver com menos energia mas não com menos comida", sintetizou Suhas Wani, cientista indiano

amigo da barrinha disse...

Os biocombustíveis têm-se tornado cada vez mais atraentes. No entanto, a corrida a este tipo de substituto dos combustíveis fósseis a partir de culturas energéticas está a levar a graves impactes ambientais, sobretudo nos países mais pobres, e os seus propagandeados benefícios são no mínimo duvidosos.
"Ignoram-se assim os custos das emissões de CO2 e de energia de fertilizantes e pesticidas utilizados nas colheitas, dos utensílios agrícolas, do processamento e refinação, do transporte e da infra-estrutura para distribuição". Os custos extras de energia e das emissões de carbono são ainda maiores quando os biocombustíveis são produzidos num país e exportados para outro.

Manuel disse...

De facto necessitamos de ter mais cuidados, a crise energética assume os contornos que todos conhecemos, toda a sensibilização que possamos fazer para preservar o ambiente será, antes de mais, uma aposta no futuro. Mas essa sensibilização não pode trazer custos danosos para a humanidade, provocando uma subida significativa dos preços dos cereais: as reservas mundiais de cereais desceram ao seu nível mais baixo em mais de duas décadas.