
Navegando por este espaço da globosfera, dei comigo a "desembarcar" num interessante texto escrito pelo autor deste blog (o meu amigo, de longa data, Carlos Monteiro).
O texto em questão, publicado em 26 de Março de 2008, começava com uma interrogação:
Que modelo de turismo queremos?
Com toda a franqueza, sempre vos digo que não estou (de momento) interessado em dissertar sobre tão interessante assunto. Entendo que sempre seria a modos que "chover no molhado". E para água, já basta aquela com que o S. Pedro nos tem presenteado.
E se de água estamos falados, logo dei comigo a pensar num outro interessantíssimo assunto: CIDADANIA. E é sobre este assunto que, perdoar-me-ão o atrevimento,
aqui deixo o convite para que, entendendo participar, o façam com base na seguinte questão:
Para que serve um deputado... municipal?
Simples?
Então venham daí esses comentários, "esperando eu a vossa participação no exercício da cidadania".
Dado que caminhamos, a passos largos, para o fim da actual legislatura autárquica, pode parecer extemporâneo abordar tal assunto mas, na minha modesta opinião, ainda vamos muito bem a tempo e, ao fim e ao cabo, não à como... começar pelo principio.
Aqui ficam, desde já, os meus mais sinceros agradecimentos pela vossa colaboração e se entenderem que o assunto não merece comentários... amigos na mesma e até uma próxima.
Cumprimentos a todos e, dado que se aproxima a época natalícia (esta sim, está no seu inicio), votos de um Santo Natal e um próximo ano com tudo de muito bom (muito embora nos digam, e eu acredito, que vai ser complicadito).
O texto em questão, publicado em 26 de Março de 2008, começava com uma interrogação:
Que modelo de turismo queremos?
Com toda a franqueza, sempre vos digo que não estou (de momento) interessado em dissertar sobre tão interessante assunto. Entendo que sempre seria a modos que "chover no molhado". E para água, já basta aquela com que o S. Pedro nos tem presenteado.
E se de água estamos falados, logo dei comigo a pensar num outro interessantíssimo assunto: CIDADANIA. E é sobre este assunto que, perdoar-me-ão o atrevimento,
aqui deixo o convite para que, entendendo participar, o façam com base na seguinte questão:
Para que serve um deputado... municipal?
Simples?
Então venham daí esses comentários, "esperando eu a vossa participação no exercício da cidadania".
Dado que caminhamos, a passos largos, para o fim da actual legislatura autárquica, pode parecer extemporâneo abordar tal assunto mas, na minha modesta opinião, ainda vamos muito bem a tempo e, ao fim e ao cabo, não à como... começar pelo principio.
Aqui ficam, desde já, os meus mais sinceros agradecimentos pela vossa colaboração e se entenderem que o assunto não merece comentários... amigos na mesma e até uma próxima.
Cumprimentos a todos e, dado que se aproxima a época natalícia (esta sim, está no seu inicio), votos de um Santo Natal e um próximo ano com tudo de muito bom (muito embora nos digam, e eu acredito, que vai ser complicadito).
João M.J. Milheiro

6 comentários:
Este é um problema interessante e não me espanta nada que escrevam sobre isso. É uma reflexão importante e ainda bem que o meu amigo João lançou esta discussão.
Tenho obviamente uma visão comprometida sobre o assunto, pois faço parte do órgão, mas assim também posso falar com conhecimento de causa. Tenho olhado para a assembleia como uma espécie de parlamento, onde os deputados municipais fiscalizam o executivo municipal e um espaço de debate dos problemas do concelho, aberto também à participação dos munícipes.
No essencial, as competências das assembleias municipais passam por fiscalizar a actividade da câmara e dos serviços municipais, pela aprovação dos planos de actividades e dos orçamentos e balanços de contas, assim como o estabelecimento de taxas, posturas e regulamentos.
Depois há a discussão política na assembleia, que nem sempre é a melhor por diversas razões. Por vezes, a assembleia serve como um local de eco e de propaganda própria. Falta a tradição de políticas construtivas nas assembleias, que resultem em propostas concretas para o executivo municipal, os próprios executivos encaram as assembleias como um apêndice, onde tudo passa por causa das maiorias políticas.
A participação dos cidadãos nas questões da comunidade é condição básica para a consolidação da democracia. Permanentemente, os diversos segmentos da população devem levar ao conhecimento do seu Município as suas propostas, propor políticas públicas e acompanhar de perto a sua implementação. Os conceitos de cidadania têm-se mostrado, nesse sentido, um eficiente meio de participação da sociedade civil, permitindo a discussão dos problemas da comunidade com os Municípios na procura de soluções compartilhadas.
Os Cidadãos devem estar empenhados em discutir o seu Concelho, implementar e avaliar, conjuntamente, as políticas públicas voltadas para determinado segmento da população em situação de maior vulnerabilidade, podendo denunciar politicas erradas, sugerir projectos, fiscalizar a actuação do executivo municipal, exercendo, assim, o importante papel de cidadania. É óbvio que esta ligação das assembleias com o público podia ser reforçada se as assembleias fossem descentralizadas, mas também não tenho garantias que a participação aumentasse em caso de descentralização pelas freguesias, mas é uma prática que podia ser equacionada.
Este não me parece ser só um caso de cidadania, noto algum desagrado no texto do João Milheiro em relação ao actual executivo e também aos deputados municipais. Neste caso concreto ao deputado Carlos Monteiro. Por isso caro amigo, deixo-lhe aqui uma história.
Um jovem que tinha acabado de entrar para a faculdade, decidiu levar a sua casa, uma amiga que ele estava a pensar namorar, para que conhecesse a sua mãe. Mas a rapariga não correspondeu aos padrões da sua mãe. Uma a uma, ele levou para casa todas as raparigas que conheceu e nenhuma delas foi aprovada pela sua mãe.
Cansado, foi procurar uma rapariga com o perfil da sua mãe. Ela tinha a mesma altura, a mesma cor de pele e até os mesmos costumes. Com certeza, pensou ele, ela não faria nenhuma objecção a essa rapariga. Ele estava certo. A sua mãe adorou a rapariga. Só havia um problema agora: o pai não a aprovou!
Moral da história: Não podemos agradar a todos!
O direito de cidadania é o direito à participação política dos cidadãos na sua comunidade. Mas Envolve mais do que uma questão, acima de tudo o cidadão deve ter consciência moral e ética, responsabilidade cívica, isto é, ser responsável quanto aos seus actos e maneiras de agir e pensar tendo como finalidade o respeito pelo próximo.
Embora saiba de antemão que me vão acusar de parcialidade, quero deixar bem expressa a minha opinião, sabendo-se como se sabe que sou amigo do Carlos, mas que falo com conhecimento de causa porque o conheço muito bem. Basta ter ido algumas vezes à Assembleia Municipal para se perceber que o Carlos, que lá está já há anos, tem claras características de parlamentar brilhante, conhecedor e lutador.
Há a ideia de que o deputado tem a facilidade de resolver os problemas com maior facilidade, mas não é bem assim, Muito honestamente, fazia da política parlamentar, uma ideia diferente do que é na realidade. Pensei que o deputado municipal poderia ter um papel mais activo, em termos de resolução de problemas, do que na verdade tem. Quanto ao seu empenho neste mandato, penso que tem procurado, dentro do que lhe é possível, defender os interesses da freguesia a que pertence, pautando por uma conduta de honestidade.
A cidadania não é um modo tendencialmente espontâneo de ser e estar na sociedade. Exige muita informação, condições para ser consciencializada, assumida e exercida.
Boa Noite. Sem intenção de criar conflito de comparações, mas ripostando apenas com um exemplo: Existe um restaurante com uma boa decoração, com todos os requisitos que a Lei exige para ter a porta aberta ao público. O proprietário delega no Gerente para que o mesmo delegue nos seus empregados os serviços que lhes competem. Se o mesmo for exigente, os cozinheiros têm que confeccionar bem os pratos, os empregados servirem com educação e astúcia. Porque é o gerente que vai dar resultados ao Proprietário que por sua vez dá a cara aos clientes em caso de reclamação. Peço desculpa, torno a frisar, não é comparação, mas um exemplo, de que todas as Instituíções Públicas ou privadas têm cargos com funções especificas, para fiscalizar, dar conhecimento de factos, justificações de pessoas e serviços etc. Muito me espanta, a proveniência de quem pergunta.
Este blog é oficial da Junta da Praia de Mira? Já adicionei aos favoritos. Gosto muito da Praia de Mira geograficamente, como beleza natural. Mas alguns dos seus habitantes deixam muito a desejar, mas é como em todo o lado. Todas as terras têm pessoas menos sensatas, que não sabem estar. Mas também tenho aí bons amigos. É pena haver tanta droga (drogas leves acho eu) no seio da juventude da Praia. Quanto ao deputado municipal, não estou por dentro mas com certeza serve para ser empreendedor, trazer ideais novas para o concelho e que tente que não se aprovem acções que ele ache que não irão ser benéficas para Mira. Tem que ser interventido e defender os nossos interesses. Já agora as sessões da Assembleia Municipal são abertas ao cidadão comum?
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