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terça-feira, 29 de Abril de 2008

De boas intenções está… o Turismo cheio!!!

Não será esta, com certeza, a ultima vez que pela “blogosfera” gândareza se falará do fenómeno Turístico. Creio que muito se falou já, mas muito mais haveria certamente a dizer.
Pouco tempo passou sobre as “Jornadas Culturais da Gândara”. E reitero o epíteto “da Gândara”, e não de outro sítio ou localidade, como já tenho ouvido por alguns dizer. Estas jornadas, que em boa hora foram retomadas, representam o que de melhor se tem feito em termos de promoção e divulgação de um local, de uma cultura, enfim de uma maneira de estar na vida. Pecando por vezes, a Gândara, por escassez de manifestações culturais de valor, em detrimento de outras, que apesar de também necessárias esgotam o seu significado e a sua presença no momento em que ocorrem, as populações e demais interessados foram desta vez brindados com uma verdadeira Jornada de divulgação cultural.
São estas iniciativas, que actuando no panorama global como parte e como todo, podem impulsionar esta economia letárgica e sazonal, partindo desta mesma cultura tão rica e cheia de verdade, para um patamar superior em termos qualitativos e quantitativos. Mas não se iludam os mais oportunistas e aqueles mais voltados para o típico “Chico espertismo”, uma mudança na presença turística e nos moldes actuais do turismo na região, só será possível com a intervenção e actuação concertada de todos os intervenientes.
Deixemos de constantemente solicitar e criticar responsáveis e dirigentes locais por este ou outro problema, quando se olharmos para a actuação dos próprios interessados, são estes, talvez, os primeiros a claudicar. Pois, tal como será facilmente constatável por qualquer interessado na temática, a postura de muitos daqueles que tendencialmente apontam falhas no processo económico-social do turismo, não é certamente a melhor para quem pretende um melhor e mais rentável turismo municipal.
Ideias relativas à afirmação de Mira como marca, representativa de uma realidade turística de qualidade, apesar de bem intencionadas tombam aos pés de factores reais de uma sociedade. Poderia eventualmente funcionar a curto prazo, mas certamente que a longo prazo o efeito pretendido seria talvez mais nefasto ainda.
Só com uma postura assertiva e bem estruturada se poderá almejar um melhor Turismo, só com boas iniciativas representativas da realidade da Gândara, e com uma cada vez maior presença da Gândara no panorama global de hoje, se poderá mais tarde, e aí sim, pretender a tão desejada ideia da Marca Mira. Para já creio que o melhor será continuar o trabalho que por aí se tem vindo a desenvolver, divulgando, mostrando e apresentando com verdade aquilo que fomos, somos e gostaríamos de continuar a ser.
O futuro depende de nós, todos nós, não de A de B ou de C, mas sim de todos, unidos e actuando neste palco como se uma única personagem se tratasse.


João Luís Pinho

quarta-feira, 2 de Abril de 2008

A oposição que temos

Ultimamente a oposição através dos seus porta-vozes habituais, têm proferido discursos que me chegam a causar angústia. Como é possível a alguém que tenha enveredado por uma carreira política, proferir tantos disparates.
Por que será que não me agrada a voz de sacristão de paróquia de Luís Filipe Menezes?
Que numa semana diz que o seu partido não merece ser governo, e na seguinte, num passe de mágica, vai ganhar as eleições de 2009. De facto, a avaliar pela coerência que demonstra, é de concluir que só a teve num momento de evidente distracção, quando afirmou que o PSD não estava preparado para ser governo.
Realmente este é o timing ideal para pedir uma maioria expressiva para o PSD ao País. Afinal, o Tribunal Constitucional acabou de condenar o PSD e a Somague por financiamento ilegal. As trapalhadas da oferta do edifício do Casino de Lisboa pelos governos do PSD. As trapalhadas da venda dos edifícios dos CTT. O caso Portucale. A trapalhada da negociata dos submarinos sem contrato de manutenção. O malbaratar de vários quadros comunitários de apoio. O deficit de 7%. Agora a PJ anda a investigar corrupção feita pelo PSD na Gebalis. Ao que parece nomeou 60 militantes do PSD para a empresa municipal.

O PSD, que usou e abusou de uma maioria absoluta na Assembleia Municipal de Lisboa, para criar uma crise artificial na capital. Apresentou uma solução de compromisso para aceitar o empréstimo para saldar as dívidas que o próprio PSD deixou. No final, o acordo proposto pelo PSD, foi aprovado com a abstenção dos deputados...do PSD. Começa a não haver palavras para descrever as trapalhadas deste partido.

Estava com vontade de ver Luís Filipe Menezes, responder às perguntas de Ana Lourenço na SIC-Notícias. Mas o que assisti foi de uma pobreza confrangedora.
É comum dizer-se: que para se convencer alguém da razão dos nossos argumentos, devemos começar por acreditar convictamente neles e, obviamente, sentir solidez no discurso.Luís Filipe Menezes não acredita no que diz, sabe pouco mesmo sobre aquilo que defende (esteve longos segundos a derrapar num aahhhh , a tentar encontrar um número – suaves 400 milhões de euros! – para uma das medidas sociais que propôs...), e usa um discurso demasiado primário, que o mantém preso à figura de autarca e o afasta do primeiro-ministro que sonha ser. Luís Filipe Menezes é um autarca em bicos de pés.

Sucede que é demasiado óbvio que Menezes não sabe o que dizer como líder da oposição. Ninguém o reconhece, nem mesmo dentro do seu próprio partido, na pele de um conhecedor responsável.
Se nem consegue responder com exactidão às perguntas de uma jornalista, vai responder às de quem?
O inefável Dr. Menezes que adora parecer em vez de ser: resolveu mudar a fachada. Em vez de políticas, em vez de ideias, em vez de soluções, em vez de propostas, ficou-se pela cor e pelo desenho. No PSD a novidade é apenas cosmética.
Na verdade, o PSD é um partido cada vez mais estranho. Traz para o terreno político a perturbação da sua instabilidade interna. O líder é Luís Filipe Menezes. Na prática, quem dá a cara é Santana Lopes. Patinha Antão ou Ribau Esteves, fazem as intervenções de fundo do partido. Isto ainda acaba no presidente da concelhia de Mira.