Numa concepção ampla, o que se chama habitat, nada mais significa que o ambiente a que estamos acostumados, onde temos o nosso clima e as suas variações, com as quais o nosso organismo já se habituou, os costumes, as regras, a comida, o que aprendemos a fazer uso e a gostar, e por aí a fora. Esse é o ambiente, o habitat.É evidente que, para o homem trocar de habitat, isso pode ser mais ou menos suportável, dependendo de sua saúde, do seu estado psicológico e dos incentivos que o novo habitat lhe possa vir a oferecer. É como sair daqui e ir morar para os Estados Unidos. Suportável porque, o homem é um ser racional e coloca sua força mental para superar os obstáculos com que se deparará.
A coisa, todavia, funciona de forma diferente para outros seres, não racionais, quer sejam eles animais ou vegetais. De pouco adianta, por exemplo, trazer determinado vegetal que floresce bem em zonas tropicais ou em climas menos agressivos e colocá-los num clima agressivo como o das nossas praias, mesmo que se lhe dê todos os cuidados. O conjunto de condições favoráveis, no habitat original, dificilmente poderá ser repetido noutro local. Se esse vegetal fosse uma pessoa, diríamos que ela ficaria triste e sem ânimo para reproduzir. Noutras palavras, aos poucos deixaria de existir.
Como conclusão, um ecossistema específico que sustenta a vida, tem características múltiplas e complexas a serem analisadas e está sempre de acordo com a espécie de vida ali existente. Isso é válido para qualquer ecossistema ou para qualquer espécie. Por isso, caros autarcas, acabem lá com a teimosia de colocarerem palmeiras à beira-mar.
