Espero a vossa participação no exercício de cidadania

sexta-feira, 19 de Setembro de 2008

“Crónica Política”

Há dias fui surpreendido com mais uma “Crónica Política”, da autoria de um dos grandes equívocos da nossa política concelhia, o senhor Almeida. Digo “equívocos” para não usar palavras mais indigestas, como “demagogos”.
Tudo divertidos oratórios das mais relevantes gentes viciadas numa política de pé-descalço, própria do parque jurássico da democracia, sempre convencidas de que o mundo desabará se privado dos seus umbigos.

Só tenho a dizer (...como já disse noutras circunstâncias) “que não terão hipótese pois a verdade estará sempre do lado da razão!" Em termos de delírio político-ortográfico e de exercício insalubre de culto da personalidade, a coisa é mesmo do melhor.
A crónica refere-se ao processo Mira-Férias, e sinceramente não passa de um chorrilho de mentiras, procurando iludir aqueles menos atentos.
Se não estivesse neste momento a meio do livro “Nós, os Deuses” de Bernard Werber, até era capaz de transcrever a crónica toda. Assim sendo, tenho mais que fazer.

O senhor Almeida, faz propaganda política no sentido mais perverso do termo, mas coitado, não tem capacidade para mais. Era o antigo presidente do Município. Tinha a sua corte política de vassalos. Isso acabou. Agora diz disparates. Está certo!
Mas que raio andou o homem a fazer, que há anos que não ouvia falar de tal personagem? Andou a deitar búzios? A tirar fotografias comprometedoras? Tem gasto o seu tempo no "culto da personalidade"? Confesso-me roído pela curiosidade.

Diz-nos na sua crónica, que deixou obra no Concelho. Aonde? Não se deve estar a referir àquela saída prematura de Mira da AMRIA, alegando que as águas de Mira iam ser contaminadas.
Olhe, que é muito feio aplaudir-se a si mesmo? Isto é cabotinismo. E rasteiro. Eu, por mim, quando ando com meias rotas, trato de não me descalçar à frente de ninguém.

E depois para alimentar a crónica, vem o presidente da concelhia do PSD de peito cheio de orgulho ufano (acompanhado à guitarra por outro equívoco da nossa política concelhia, Dr Maduro), habituado a tirar dividendos de situações inimagináveis, pedir a demissão do actual presidente da Câmara. Esta frase tem a ver com algo que eu julgava erradicado da vida política portuguesa, dado que temos uma democracia consolidada, em que o poder se conquista através do voto dos cidadãos.
Acho que quem faz afirmações dessas, não tem consciência do que anda a dizer. Usando um tom, ele sim, próprio da demagogia, indigno de um partido que se quer credível.
Ressalvo aqui a posição dos seus vereadores, que não pactuaram com esta forma demagógica de fazer política.

Como disse o avô de um amigo meu a meio de uma enfadonha ópera, «basta, que é difícil!». Estamos todos, homens e mulheres, fartos de actos gratuitos de maledicência e de misoginia nacional.

Mas o “pântano” aí está caros conterrâneos, com o senhor Almeida os seus fiéis seguidores e bajuladores, impacte de podridão, trazendo-nos às narinas, da mente, um cheiro nauseabundo de outros tempos.

Carlos Monteiro