O texto que se segue, foi por mim escrito (num momento de angustiante angústia) em Agosto de 2006.Hoje, passados que estão (praticamente) três anos da feitura do texto e passada que está (com o fim ao alcance da vista) mais uma legislatura governativa (e, ainda por cima, com mais uma maioria absoluta), fico com a certeza, mais do que com a ideia, de que tudo está... na mesma como à lesma.
Repito: O texto foi escrito em Agosto de 2006, a bem dizer, no incio do "reinado" do Sr. Eng. José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa. Então era assim...
O ESTADO DA NAÇÃO
Incendiários, anteriormente condenados pelos Tribunais, à solta, em pleno verão, para voltar a reincidir na prática do mesmo crime e assim proporcionar autênticos infernos às populações e aos bravos Soldados da Paz e não menos autênticos “orgasmos” aos órgãos de comunicação social, com especial incidência para as televisões… e que “delicia” de imagens…;
“Crianças” que cometem crimes contra a vida (chegando mesmo a pôr-lhe termo), “condenadas” a uns meses de “estágio” em Centros Educativos, “estágios” esses pagos a 5.287 euros mensais a “peça”;
“Crianças” que, enquanto estudantes, batem nos professores e professores que se deixam bater por “crianças”;
Falta, gravíssima, de profissionais de saúde sem que quem define, ou definiu, o número de vagas nas faculdades seja chamado á responsabilidade;
Autarcas fugidos à justiça e que regressam para serem reeleitos. Entretanto, enquanto se bronzeiam no seu exílio dourado, parece que continuam a ser principescamente pagos por todos (?) nós;
Procurador Adjunto que, reactivamente, desabafa para os jornais (e que triste desabafo declamado na consequência do desaparecimento de um ente querido) que um HOSPITAL DE UM PAÍS DA UNIÃO EUROPEIA mais parece “UM AÇOUGUE, NESTA SICÍLIA DO NORTE” (por conseguinte, terra de mafiosos… concluo eu);
Mortandade nas estradas, qual país em guerra civil, “combatida” com paliativos (que custam verdadeiras fortunas ao erário público) qual Melhoral que nem faz bem nem faz mal;
Gestores de reconhecidíssimo “mérito”, pagos a peso de ouro, que nem a casa dos próprios conseguem governar, mas que nos “governam” ou “governaram” a todos nós;
Casos de corrupção, envolvendo figuras “publiquíssimas”, que nunca mais vêem a luz do sol. Deve ser por causa do cancro… o da pele (será que, também daí, advém a designação acima apontada de “SICÍLIA DO NORTE”?... E depois eles, os italianos, é que são mafiosos…);
E tudo isto, e muito mais, após VINTE ANOS (7300 dias) de convívio com civilizadíssimos “companheiros” de viagem neste comboio a que resolveram chamar União Europeia;
E tudo isto tendo por “HOMENS DO LEME” três maravilhosos magníficos que após tão “prestimosas” prestações qualquer cidadão do mundo julgaria “desterrados” para o mais profundo dos “degredos”.
Qualquer cidadão do mundo… salvo seja, entre nós, portuguesinhos dos sete costados, alegres e bem dispostos nativos deste jardim à beira-mar plantado (país de brandos costumes… que já foi mais) a responsabilização manda-se às urtigas e hoje é vê-los alegres, contentes e cheios de sentido de responsabilidade a prestigiar os mais altos cargos que ocupam, qual prémio pelos bons serviços prestados á Nação, a saber:
ANÍBAL CAVACO SILVA “O VIRTUOSO” (o tal que nunca se enganava e raramente tinha dúvidas) Presidente da República Portuguesa – O mais alto cargo da Nação.
ANTÓNIO GUTERRES “O TONI DOS PÂNTANOS” – Alto-comissário das Nações Unidas para os Refugiados e, como se não bastasse, Presidente da Internacional Socialista.
JOSÉ MANUEL DURÃO BARROSO “O ZÉ DA TANGA” para uns, “O CHERNE” para outros, Presidente… da União Europeia.
E perante tudo isto, meus amigos, o que concluir?...
Bem, a primeira das conclusões é que a culpa é, só pode ser… mas é que só pode ser mesmo do… MOSQUITO!!!
A segunda das conclusões (atendendo às dificuldades de vivência que, no dia a dia, entretanto nos vão sendo criadas, atendendo a que a vida aos “maravilhosos magníficos” e “co-autores” parece não correr nada mal e atendendo ainda ao velho, e sábio, dito popular) é que…
“QUANDO O MAR BATE NA ROCHA… QUEM SE “FOXLIXA” É O MEXILHÃO”
Nação, 2006AGO10
Três anos depois... e mais do mesmo.
P(N)obre povo, que com tão pouco se contenta e que nada exige.
João Manuel de Jesus Milheiro

4 comentários:
Como dizia o meu amigo Guterres…é a vida!
O que é a vida, por conseguinte, senão uma surpresa (olhe a baixa do IVA em 1%)? E é esse, afinal, o seu encanto. No caso de se tratar de uma vida miserável, é mesmo o único que ela tem, como acontece com os brindes daquelas caixas coloridas assentes num pequeno poste, e nas quais se insere uma moeda que fica invariavelmente encravada.
No entanto caro senhor, admiro-me que esteja sempre pronto para defender, não sei bem o quê?
Amigo João,
Concordo em absoluto com este emaranhar de situações que caracteriza a sociedade portuguesa.
Mas por esquecimento (digo eu) não mencionaste as alternativas ao actual governo. Por exemplo, a Dra. Manuela Ferreira Leite está longe de ser melhor. A nulidade que foi como ministra quer da educação, quer das finanças, não trouxeram, nem mostraram competência a Manuela Ferreira Leite. Impôs-nos tudo para o combate ao défice e nada conseguiu. Não ousou tocar na administração pública. Não anunciou nem tentou qualquer reforma educativa. Não custa nada admitir que genuinamente não acredite em reformas em democracia. E não a vou pregar à cruz de uma convicção que é livre. Pode é um eleitorado que acredita na absoluta necessidade de reformas entender que assim não se justifica apostar nela.
Numa altura em que o país enfrenta uma crise, seja qual for a realidade em que se vive, tudo indica que tem regras; e que a realidade, tem pelo menos uma parcela inteligível, compreensível, a partir da qual se pode gerar conhecimento, fazer previsões, construir e planear, coisas capazes de influenciar a nossa vida. Mesmo em momentos eleitorais assiste-se à total ausência de ideias, onde o importante é a imagem dos candidatos, sempre fiscalizada pelos comentadores profissionais e jornalistas (com foco na postura e na pose), e os "soundbytes" que emitem, rejeitando aqueles que tentam formular um raciocínio minimamente coerente. Quando Portugal precisa de uma boa oposição, eis que surge a verdade em que Portugal está mergulhado: um governo sem políticas sociais, e uma oposição medíocre!
Olá. Permita-me o autor do blog fazer um desafio ao amigo João.
Em vez de mostrar tanto descontentamento com cartas e afins, em relação ao actual governo e até mesmo ao anterior, porque não nos dá uma luz de quem seria competente para governar este País à beira mar plantado,ou até afastar a rocha para quando o mar batesse não se lixasse o mexilhão? Sim amigo João, até à data o Sr. não elogiou ninguem, sempre criticou tudo e todos será que não se quer candidatar? Quiçá? Os fogos não diminuissem, a criminalidade baixasse, a corrupção, os profissionais de saúde dessem mais atenção aos doentes, os alunos não batessem nos professores,a avaliação deixasse de existir, enfim um País cor de rosa, um País de maravilhas, se assim for o seu desejo,candidate-se eu voto em si.
"Os fogos não diminuissem, a criminalidade baixasse, a corrupção, os profissionais de saúde dessem mais atenção aos doentes, os alunos não batessem nos professores,a avaliação deixasse de existir, enfim um País cor de rosa, um País de maravilhas" Você acha que isto seria um país de maravilhas? Contenta-se com pouco! Isso seriam características de um país normal de 1º mundo! País de maravilhas é o Canadá, Nova Zelândia, Suécia, Finlândia (tirando os suicídios e excessos de armas)! Um 1º ministro com os mínimos admissíveis seria o Medina Carreira mas já tem 78 anos e ele próprio não quer. Além disso com esta conjectura, com este contexto , com esta demoicracia com este tipo de partidos políticos não há nada a fazer! Repare que a nata de intelectuais, de conpetentes, de pessoas de classe com capacidades acima da média não estão na política! As pessoas de grande nível e elevação não vão para a política! Para a política só vai quem quer tratar da sua vida! Os canditados contra o Sócrates são piores quele ele? Se calhar são, mas não venha com a teoria de " do mal o menos". Isso é medicre!
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