Espero a vossa participação no exercício de cidadania

quarta-feira, 25 de Março de 2009

O ESTADO DA NAÇÃO

O texto que se segue, foi por mim escrito (num momento de angustiante angústia) em Agosto de 2006.

Hoje, passados que estão (praticamente) três anos da feitura do texto e passada que está (com o fim ao alcance da vista) mais uma legislatura governativa (e, ainda por cima, com mais uma maioria absoluta), fico com a certeza, mais do que com a ideia, de que tudo está... na mesma como à lesma.

Repito: O texto foi escrito em Agosto de 2006, a bem dizer, no incio do "reinado" do Sr. Eng. José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa. Então era assim...

O ESTADO DA NAÇÃO

Incendiários, anteriormente condenados pelos Tribunais, à solta, em pleno verão, para voltar a reincidir na prática do mesmo crime e assim proporcionar autênticos infernos às populações e aos bravos Soldados da Paz e não menos autênticos “orgasmos” aos órgãos de comunicação social, com especial incidência para as televisões… e que “delicia” de imagens…;

“Crianças” que cometem crimes contra a vida (chegando mesmo a pôr-lhe termo), “condenadas” a uns meses de “estágio” em Centros Educativos, “estágios” esses pagos a 5.287 euros mensais a “peça”;

“Crianças” que, enquanto estudantes, batem nos professores e professores que se deixam bater por “crianças”;

Falta, gravíssima, de profissionais de saúde sem que quem define, ou definiu, o número de vagas nas faculdades seja chamado á responsabilidade;

Autarcas fugidos à justiça e que regressam para serem reeleitos. Entretanto, enquanto se bronzeiam no seu exílio dourado, parece que continuam a ser principescamente pagos por todos (?) nós;

Procurador Adjunto que, reactivamente, desabafa para os jornais (e que triste desabafo declamado na consequência do desaparecimento de um ente querido) que um HOSPITAL DE UM PAÍS DA UNIÃO EUROPEIA mais parece “UM AÇOUGUE, NESTA SICÍLIA DO NORTE” (por conseguinte, terra de mafiosos… concluo eu);

Mortandade nas estradas, qual país em guerra civil, “combatida” com paliativos (que custam verdadeiras fortunas ao erário público) qual Melhoral que nem faz bem nem faz mal;

Gestores de reconhecidíssimo “mérito”, pagos a peso de ouro, que nem a casa dos próprios conseguem governar, mas que nos “governam” ou “governaram” a todos nós;

Casos de corrupção, envolvendo figuras “publiquíssimas”, que nunca mais vêem a luz do sol. Deve ser por causa do cancro… o da pele (será que, também daí, advém a designação acima apontada de “SICÍLIA DO NORTE”?... E depois eles, os italianos, é que são mafiosos…);

E tudo isto, e muito mais, após VINTE ANOS (7300 dias) de convívio com civilizadíssimos “companheiros” de viagem neste comboio a que resolveram chamar União Europeia;

E tudo isto tendo por “HOMENS DO LEME” três maravilhosos magníficos que após tão “prestimosas” prestações qualquer cidadão do mundo julgaria “desterrados” para o mais profundo dos “degredos”.

Qualquer cidadão do mundo… salvo seja, entre nós, portuguesinhos dos sete costados, alegres e bem dispostos nativos deste jardim à beira-mar plantado (país de brandos costumes… que já foi mais) a responsabilização manda-se às urtigas e hoje é vê-los alegres, contentes e cheios de sentido de responsabilidade a prestigiar os mais altos cargos que ocupam, qual prémio pelos bons serviços prestados á Nação, a saber:

ANÍBAL CAVACO SILVA “O VIRTUOSO” (o tal que nunca se enganava e raramente tinha dúvidas) Presidente da República Portuguesa – O mais alto cargo da Nação.

ANTÓNIO GUTERRES “O TONI DOS PÂNTANOS” – Alto-comissário das Nações Unidas para os Refugiados e, como se não bastasse, Presidente da Internacional Socialista.

JOSÉ MANUEL DURÃO BARROSO “O ZÉ DA TANGA” para uns, “O CHERNE” para outros, Presidente… da União Europeia.

E perante tudo isto, meus amigos, o que concluir?...

Bem, a primeira das conclusões é que a culpa é, só pode ser… mas é que só pode ser mesmo do… MOSQUITO!!!

A segunda das conclusões (atendendo às dificuldades de vivência que, no dia a dia, entretanto nos vão sendo criadas, atendendo a que a vida aos “maravilhosos magníficos” e “co-autores” parece não correr nada mal e atendendo ainda ao velho, e sábio, dito popular) é que…

“QUANDO O MAR BATE NA ROCHA… QUEM SE “FOXLIXA” É O MEXILHÃO”

Nação, 2006AGO10

Três anos depois... e mais do mesmo.

P(N)obre povo, que com tão pouco se contenta e que nada exige.

João Manuel de Jesus Milheiro

quinta-feira, 5 de Março de 2009

Projecto do programa Polis Litoral Ria de Aveiro



Na apresentação do Polis, em Ovar, o primeiro-ministro José Sócrates considerou o projecto é exemplo de uma nova forma de promover política ambiental, enquanto programa que visa proteger a natureza ao serviço do homem e na sequência de um amplo consenso entre os municípios, o Governo e as outras entidades envolvidas. "As políticas ambientais não podem ser apenas dizer não, mas sim explicar o que se deve fazer", referiu.

O projecto irá concretizar-se de 2009 a 2013. Os objectivos passam por requalificar uma frente costeira de 60 km e uma frente lagunar de 128 km; garantir a mobilidade e navegabilidade na laguna por via da dragagem de canais e seu balizamento; preservar e valorizar a Pateira de Fermentelos e de Frossos, a Barrinha de Esmoriz, a Barrinha e Lagoa de Mira; valorizar 15 praias; qualificar as frentes lagunares dos sete municípios com frente de Ria; reordenar e valorizar 22 núcleos piscatórios lagunares e 5 marítimos; criar via ciclável e de percursos de descoberta dos valores ambientais da Ria.

O plano de intervenção para a Barrinha e Lagoa de Mira prevê a protecção e recuperação do sistema e transposição de sedimentos para manutenção do equilíbrio hidrodinâmico (dragagem de canais); o reforço de margens pela recuperação de diques; requalificação e valorização de áreas naturais classificadas; reordenamento e valorização de núcleos piscatórios lagunares; reordenamento e qualificação de frentes lagunares; desassoreamento de canais e seu balizamento; estudos e planos que valorizem a mobilidade e ordenamento de circulação na laguna que potenciem as actividades económicas dependentes dos seus recursos, da visitação e promoção deste território junto da população local e visitantes.